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Blog do Antonio Marcelo Jackson (História, Política e Economia)


ANTOLOGIA DA MÚSICA BRASILEIRA VOL. 33: 1979-1989

O fim da censura e o clima de abertura política deram o tom do final dos anos setenta e parte da década de 1980 na música brasileira. Se, por um lado, uma série de canções proibidas foram gravadas e obtiveram sucesso ("Cálice", "Pra Não Dizer que Não Falei das Flores", entre tantas), por outro, uma série de novos valores surgiram e outros se consolidaram no período.

Indubitavelmente, como vários disseram á época, entre 1979 e 1981 parecia o o "império das mulheres" na MPB chegara para ficar: Marina, Fátima Guedes, Joanna, surgiram; Simone, Leci Brandão, Beth Carvalho, Alcione, reafirmaram a qualidade musical que demonstravam desde meados da década anterior. Concomitante a isso, aparece e ganha força o "rock Brasil" (tema do próximo volume da série), consagrando os Paralamas do Sucesso, Titãs, Barão vermelho.

Se é possível identificar uma queda na qualidade das canções apresentadas por essa nova geração, também é inegável dizer que a perda da riqueza lírica e dos arranjos mais resbuscados foi determinante a uma aproximação maior com o grande público. Uma daquelas raras vezes em que diversos segmentos intelecutais da sociedade ouviram rigorosamente as mesmas coisas.



Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 22h16
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Meninas da Cidade (Fátima Guedes), com a interpretação de Fátima Guedes e Elis Regina.

FÁTIMA GUEDES - DADOS BIOGRÁFICOS

Cantora e compositora carioca, começou a carreira cantando em festivais universitários, mas o empurrão inicial veio por meio de Elis Regina, que a apresentou ao público em 1978, em seu especial de fim de ano, além de ter perpetuado clássicos como "Onze Fitas". Em 1980 tornou-se mais conhecida com a música "Mais uma Boca", que concorreu no Festival MPB/Shell. Já teve músicas gravadas por intérpretes como Maria Bethânia, Nana Caymmi e Ney Matogrosso. Como cantora, já lançou vários discos. "Grande Tempo", de 1995, teve duas músicas indicadas para o prêmio Sharp de 1996 na categoria MPB. Seus maiores êxitos são "Arco-íris", "Mais uma Boca", "Chora Brasileira", "Absinto", "Cheiro de mato", "Condenados" e "Lápis de cor".


Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 22h08
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Bachiana Brasileira nº2 (Trenzinho do Caipira) (Heitor Villa-Lobos-Ferreira Gullar) e Correnteza (Tom Jobim-Luiz Bonfá), com a interpretação de Boca Livre.

BOCA LIVRE - DADOS BIOGRÁFICOS

Grupo vocal carioca formado por Mauricio Maestro, Zé Renato, Cláudio Nucci e David Tygel em 1978, fez muito sucesso no fim dos anos 70 e na década seguinte, com seus arranjos vocais cuidadosos e afinados e instrumentação suave. Em 1979 lançaram o primeiro disco, o independente "Boca Livre", um sucesso de vendas que revolucionou o setor. Entre seus maiores sucessos estão "Mistérios" (Joyce/ Maestro), "Toada" (Zé Renato/ Claudio Nucci/ Juca) e "Quem Tem a Viola" (Juca/ Zé Renato/ Xico Chaves/ C. Nucci). O grupo lançou discos no exterior e seus integrantes lançaram discos solo. Nos anos 90 Nucci e Tygel saem do grupo, dando lugar a Fernando Gama e Lourenço Baeta. O primeiro disco com a nova formação, "Songboca", lançado pela Velas em 1994 junto com um livro de partituras, ganhou um prêmio Sharp. Zé Renato e Fernando Gama lançaram CDs solo recentemente. Em 2000, Zé Renato anunciou sua saída do Boca Livre. Cláudio Nucci voltou em seu lugar.


Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 22h05
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Meu Erro (Herbet Vianna), com a ainterpretação de Zizi Possi.

ZIZI POSSI - DADOS BIOGRÁFICOS

Paulista, começou a estudar piano e canto durante a infância, e foi para Salvador estudar composição e regência. Não terminou a faculdade e começou a fazer teatro com o irmão, descobrindo seu talento para os musicais. Gravou alguns jingles comerciais e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde conheceu o produtor Roberto Menescal, que a levou para assinar contrato na Polygram. Lá iniciou sua carreira de cantora profissional e gravou vários discos, participando em 1978 de um disco de Chico Buarque com a faixa "Pedaço de Mim", seu primeiro sucesso.

 Depois, destacou-se pelas interpretações de "Nunca" (Lupicínio Rodrigues), "Meu Amigo, Meu Herói" (Gilberto Gil), "Asa Morena" (Zé Caradípia) e "Perigo" (Nico Rezende/ Paulinho Lima). Por volta de 1990 rompeu com a Polygram, mudou para São Paulo e resolveu se dedicar a um repertório menos comercial do que a gravadora desejava. Montou o show "Sobre Todas as Coisas", acompanhada por Marcos Suzano (percussão) e Lui Coimbra (violoncelo), que viajou pelo Brasil e virou disco pela Eldorado.

Em 1993, "Valsa Brasileira", pela Velas, com repertório apurado e cuidados técnicos colocou a cantora no rol das grandes da MPB. Em 97, gravou "Per Amore" - que foi um estouro de vendas, impulsionada pela faixa-título e no ano seguinte, "Passione", discos só com canções italianas.

Em 1999, a cantora lança ‘Puro Prazer’, interpretado só com voz e piano. O álbum foi indicado ao Grammy Latino em três categorias. O trabalho seguinte foi “Bossa”, de 2002, disco que trazia hits internacionais como Yesterday dos Beatles interpretadas nesse estilo.

Devido à problema pessoais, Zizi se afasta dos palcos durante o um processo de depressão que durou quase três anos. Somente em 2005, a cantora ressurge com um novo trabalho: “Para inglês ver...e ouvir”. O projeto nasceu a partir do repertório preparado pela cantora para atender ao convite da casa de música paulistana, Bourbon Street. O disco, gravado no Teatro Frei Caneca, em São Paulo, traz canções em inglês como "Come Together"e "Golden Slumbers" (Beatles), "Love for Sale" (Cole Porter), "Ruby" e "Unchain my Heart" (Ray Charles) e "Moon River" (Frank Sinatra).

fonte: www.cliquemusic.uol.com.br

 



Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h57
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Amor, meu Grande Amor (Ana Terra-Ângela Rô Rô), com a interpretação de Ângela Rô Rô.

ÂNGELA RÔ RÔ - DADOS BIOGRÁFICOS

Cantora, compositora e pianista, iniciou a carreira em casas noturnas do Rio de Janeiro, onde cantava e se acompanhava. O apelido Rô Rô veio por causa da voz grossa e rouca.

Influenciada por cantoras como Maysa e musas do jazz norte-americano como Ella Fitzgerald, foi para Londres na época do regime militar, onde cantou em pubs a trabalhou em restaurantes.

De volta ao Brasil, gravou seu primeiro disco em 1979, com "Amor, Meu Grande Amor" (com Ana Terra), seu primeiro grande sucesso, e "Tola Foi Você". Era um disco bastante romântico, com clima bluseiro, algo incomum na época. Em, 80, gravou o LP "Só Nos Resta Viver", cuja faixa-título de sua autoria é sucesso até hoje.

"Escândalo", seu terceiro LP, trazia o título na capa como uma manchete de jornal, parodiando as notícias escandalosas que saíram na imprensa por conta de seu rompimento com a cantora Zizi Possi. A faixa-título de Caetano era um blues que traduzia perfeitamente aquele momento da cantora.

Em 82, Angela estourou com "Simples Carinho" (João Donato/ Abel Silva). No ano seguinte, Maria Bethânia voltou a gravar uma música de sua autoria, "Fogueira" (a primeira fora "Gota de Sangue", no LP "Mel" (79).

Em 84, fez sucesso com o fox "A Vida É Mesmo Assim" e no ano seguinte, com "Mônica", feita sobre a morte de uma estudante assassinada pelo namorado.

Conhecida por seu temperamento irreverente, por suas "doses a mais" de bebida e por ter sido a primeira cantora brasileira a trazer a público (e às letras de suas canções) sua homossexualidade, Angela acabou ficando uma artista maldita, gravando desde então apenas dois discos ("Prova de Amor", em 88 e "Nosso Amor ao Armagedom - Ao Vivo", em 93), e participando dos Songbooks, produzidos por Almir Chediak. As músicas mais marcantes de seu repertório são baladas de amor, blues e jazz.

Em 2000, Angela Ro Ro retoma sua carreira, com o CD “Acertei no milênio”, que traz nove canções inéditas e quatro releituras de clássicos da MPB. Destaque para a romântica "A Princesa E O Mar", além de "All of Me" (composta em 1931 e gravada por Billie Holiday, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, entre outros), uma versão elétrica de Don’t Let Me Be Misunderstood (clássico nas interpretações de The Animals, ) e a bela Gota D’Água (composta por Chico Buarque para a peça homônima) em ritmo de blues.


Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h54
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Paixão (Rui Veloso), com a interpretação de Joanna.

JOANNA - DADOS BIOGRÁFICOS

Criada no subúrbio do Rio de Janeiro, começou a carreira de cantora em festivais do interior do estado, atuando também como backing vocal de conjuntos de bailes e casas noturnas. Em 1979 adotou o nome artístico Joanna e gravou o primeiro LP, "Nascente", ajudada pelo êxito no programa A Grande Chance, de calouros. Neste disco veio seu primeiro sucesso, "Descaminhos" (com Sarah Benchimol). A partir daí começou uma carreira de sucesso como cantora e compositora, alavancada por temas de novelas, como foi caso de "Decisão", da novela "Brilhante", e da balada "Momentos", da trilha de "Coração Alado". Outros sucessos foram "Recado (Meu Namorado)" (Renato Teixeira), "Quarto de Hotel" e "Uma Canção de Amor" (Gonzaguinha), e mais populares como "Amanhã Talvez" e "Amor Bandido" (ambas de Sullivan/ Massadas). Em seus mais de vinte anos de carreira, gravou ininterruptamente discos de grande vendagem, sendo popular também em outros países como Argentina e Portugal. Os repertórios de seus sucessivos álbuns geralmente acompanham as tendências de mercado. Em 1994, porém, a cantora surpreendeu gravando um disco dedicado aos clássicos de Lupicínio Rodrigues; em 1998, mergulhou em standards do bolero, cantados em castelhano. Em 99, gravou "Joanna 20 anos", revendo sua trajetória, incluindo também sambas de raíz inéditos e até "Lua Branca", de Chiquinha Gonzaga.


Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h50
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Doméstica (Eduardo Dusek), com a interpretação de Eduardo Dusek.

EDUARDO DUSEK - DADOS BIOGRÁFICOS

Começou a carreira artística como pianista de peças de teatro aos 15 anos, quando estudava na Escola Nacional de Música. Mais tarde passou a compor suas próprias músicas e montou uma banda, que acabou apadrinhada por Gilberto Gil. A partir de 1978 já tinha algumas composições gravadas por nomes de peso da MPB, como As Frenéticas (o samba "Vesúvio"), Ney Matogrosso (o fox "Seu tipo") e Maria Alcina (o frevo "Folia no Matagal", dois anos depois regravada por Ney Matogrosso) - todas em parceria com Luiz Carlos Góes. Suas composições buscavam aliar sátira e bom humor. Em 1980 participou do festival MPB Shell da TV Globo com a debochada música "Nostradamus", que não se classificou mas ficou conhecida pelo público. Por essa época gravou o primeiro LP, "Olhar Brasileiro". Mas o estouro realmente viria em 1982, quando ele flertou com o ainda insipiente pop/rock, no LP "Cantando no Banheiro!, com "Barrados no Baile" (com Luiz Carlos Góes), "Cabelos Negros" (Com Luiz Antonio de Cássio) e "Rock da Cachorra" (Leo Jaime). Dois anos depois, notabilizou-se com o LP "Brega-chique", cuja faixa-título, mais conhecida como "Doméstica", fazia uma sátira social, bem no clima do teatro besteirol da época. Em 86, lançou "Dusek na sua", com "Aventura". Em 1989 voltou à cena com o musical "Loja de Horrores", em que atuava no papel de dentista. Nos anos 90, afastado da mídia, atuou como diretor de shows e, no final da década, voltou a apresentar alguns trabalhos como humorista e cantor, um deles sobre Carmen Miranda.


Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h48
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Fullgás (Marina Lima-Antonio Cícero), com a interpretação de Marina Lima e Liminha.

MARINA LIMA - DADOS BIOGRÁFICOS

Carioca, morou boa parte da infância e adolescência nos Estados Unidos, onde começou a se interessar pela música. No Brasil, teve uma música gravada por Gal Costa em 1977 ("Meu Doce Amor"), e dois anos depois lançou seu primeiro disco individual, "Simples Como Fogo", em que interpretava, além de composições próprias, músicas de Dolores Duran, Caetano Veloso, Ângela Rô Rô.

Utilizando-se de uma estética urbana e pop, com incursões pelo rock, alcançou o sucesso em 1984, quando lançou pela Polygram o LP "Fullgás". Além da faixa-título, emplacaram também suas versões de "Mesmo que Seja Eu" (Roberto/ Erasmo Carlos) e "Me Chama" (Lobão).

Com 24 discos lançados (incluindo coletâneas e lançamentos apenas para o mercado norte-americano), Marina consolidou-se como uma das mais bem-sucedidas estrelas da música pop brasileira. Mesmo o rótulo de "diva pop" não a impede de fazer incursões por outros gêneros, como o jazz, blues e samba.

Inicialmente conhecida apenas como Marina, incorporou o último sobrenome ao nome artístico na década de 90. Entre seus maiores sucessos estão "Pra Começar", "Ainda É Cedo", "À Francesa", "Não Sei Dançar", "Uma Noite e Meia", "Eu Te Amo Você".

Em 2003 Marina emplaca nas rádios sua música “Sugar”, que fez parte da trilha sonora da novela global “Agora é que são elas”. Em junho do mesmo ano, lança o CD “Acústico MTV – Marina Lima” (EMI), com versão também em DVD, uma revisão de sua obra em versão unplugged.

Em outubro de 2005, Marina volta aos palcos com o elogiadíssimo show "Primórdios", no novo Auditório do Ibirapuera, São Paulo. No repertório, a cantora apresenta quatro músicas inéditas: "Anna Bella", "Três", "Valeu" e "Entre as Coisas". Está sendo anunciado para 2006 o lançamento de um novo CD.

fonte: www.cliquemusic.uol.com.br


Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h40
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Jura Secreta (Sueli Costa-Abel Silva), com a interpretação de Simone.

SIMONE - DADOS BIOGRÁFICOS

Filha de um cantor de ópera e de uma pianista, nascida em Salvador, mudou-se para São Paulo aos 16 anos, onde desenvolveu carreira como jogadora de basquete. Na década de 70, incentivada por uma amiga, fez um teste para a gravadora Odeon, e logo assinou contrato, gravando seu disco "Simone".

Logo no início da carreira fez turnês pela Bélgica e Estados Unidos. Em 1974 gravou seu segundo LP, "Quatro Paredes", em 76, gravou "O Que Será" (Chico Buarque), tema do filme "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de Cacá Diegues. Seus primeiros sucessos de rádio para valer foram "Jura Secreta" (Sueli Costa/ Abel Silva) e "Face a Face" (Sueli Costa/ Cacaso). Em 78, conquistou mais prestígio gravando grandes compositores no LP "Cigarra", com faixa-título de autoria de Milton Nascimento e Fernando Brant e a balada "Medo de Amar nº2" (Sueli Costa/ Tite de Lemos).

Em 79, viria o estouro-mór com a antológica "Começar de Novo" (Ivan Lins/ Vitor Martins), tema do seriado de vanguarda, "Malu Mulher, da TV Globo, estrelado por Regina Duarte. A canção foi incluída no LP "Pedaços", que continha outras pérolas como "Tô Voltando" (Maurício Tapajós/ Paulo Cesar Pinheiro), que tornou-se um dos hinos do período da Anistia Política. No mesmo ano, realizou um show no Canecão sendo a primeira artista a regravar a canção "Pra Não Dizer que Não Falei das Flores", de Geraldo Vandré, proibida até então. Em 81, foi contradada da CBS (atual Sony), onde foi tratada como estrela.

Nos anos seguintes sua carreira foi coroada de êxitos, incluindo megashows em estádios. Entre os maiores sucessos dessa fase estão "Alma" (Sueli Costa/ Abel Silva), "Tô que Tô" (Kleiton/ Kledir), "Um desejo Só Não Basta" (Francisco Casaverde/ Fausto Nilo), "Você É Real" e "Iolanda" (Pablo Milanéz/ Chico Buarque). Em 96, lançou "Café com Leite", CD-tributo a Martinho da Vila, destacando-se a faixa "Ex-amor", em duo com o sambista. Sua carreira no exterior, especialmente em Portugal e nos Estados Unidos, também é bem-sucedida. No Brasil é uma das cantoras mais consagradas, e lança discos regularmente e faz shows sempre para grandes platéias. Iniciou o ano 2000, com o show "Fica Comigo Essa Noite", com clássicos românticos da MPB.

No fim de 2002, Simone lançou seu último disco pela gravadora Universal. “Feminino” foi considerado pela crítica um dos álbuns mais inexpressivos de sua trajetória. A coleção de canções quase aleatória esbarrava no óbvio e pouco acrescentou à sua carreira.

Mas em 2004, já na gravadora EMI, Simone ressurge com “Baiana da Gema”. Tratava-se de uma homenagem ao compositor Ivan Lins, que teve forte presença em sua história. “Baiana da Gema” também rendeu um DVD com registro das gravações em estúdio e participações especiais de Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Dudu Nobre.

O último trabalho da cantora, “Simone ao Vivo” foi lançado em CD e DVD, em 2005. A obra, gravada no Teatro João Caetano (RJ), traz sucessos já consagrados da carreira da artista, como “Sarava, Sarava” e ”To Voltando”, além de canções inéditas como “Então Me Diz “, versão da balada “The Blower's Daughter“ para a novela Belíssima. O disco inclui ainda participações de Zélia Duncan, Ivan Lins e Milton Nascimento.

fonte: www.cliquemusic.uol.com.br

 



Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h26
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Fogueira de uma Paixão (Luiz Carlos da Vila-Arlindo Cruz-Acyr Marques), com a interpretação de Leci Brandão.

LECI BRANDÃO - DADOS BIOGRÁFICOS

Nasceu e foi criada nas proximidades de redutos do samba carioca, como a Portela, Vila Isabel e Mangueira. Tendo Jorge Ben como primeiro ídolo, é influenciada também pelo rock norte-americano. Nos anos 60 começou a atuar como cantora e compositora, e em 1968 ganhou o primeiro prêmio do programa A Grande Chance, da TV Tupi. Em 1972 entrou para a ala dos compositores da Mangueira, sendo a primeira mulher a conseguir esse feito. Participou de festivais de MPB e samba, e lançou o primeiro disco em 1974, um compacto com músicas suas.Em 1975 veio o primeiro LP, "Antes que Eu Volte a Ser Nada", seguido por outros três ainda nos anos 70. No início da década de 80 brigou com a gravadora Polygram e passou alguns anos sem gravar, época em que acentuou-se sua atuação política, ligada ao sindicalismo e aos direitos humanos e minorias. Também foi o período em que desenvolveu sua carreira no exterior, apresentando-se no Japão, Dinamarca, Angola, Estados Unidos. Trabalhou com o grupo Fundo de Quintal, voltando a gravar em 1985. Em 1990 seu disco "Cidadã Brasileira" ganhou dois prêmios Sharp. Atua como comentarista dos desfiles do carnaval carioca e lançou, em 1999, o CD "Auto-Estima". Entre os maiores sucessos gravados por Leci estão "Isso É Fundo de Quintal", "Só Quero Te Namorar", "Café com Pão", "Papai Vadiou" "Olodum Força Divina" e "Deixa pra Lá".


Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h22
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Porto Solidão (Gincko-Zeca Bahia), com a interpretação de Jessé.

JESSÉ - DADOS BIOGRÁFICOS

O cantor e compositor Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói e foi criado em Brasília. Mudou-se para São Paulo, e atuou como crooner em boates. Depois, integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil. Ainda nos anos 70, também chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Foi revelado ao grande público em 1980, no Festival MPB Shell da Rede Globo com a música "Porto Solidão" (Zeca Bahia/ Ginko), seu maior sucesso, ganhando prêmio de melhor intérprete. Em 83, ganhou o XII Festival da Canção Organização (ou Televisão Ibero-Americana) (OTI) realizado em Washington, com os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para "Estrelas de Papel" (Jessé/ Elifas Andreato). De voz muito potente, no decorrer de sua carreira Jessé gravou 12 discos (como os álbuns duplos "O Sorriso ao Pé da Escada" e "Sobre Todas as Coisas") mas nunca conseguiu os louros da crítica especializada. Morreu aos 41 anos, em março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro em Ourinhos (interior de SP), quando se dirigia para o Paraná para fazer um show.


Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h18
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Alagados (Bi Ribeiro-João Barone-Herbert Vianna), com a interpretação dos Paralamas do Sucesso.

PARALAMAS DO SUCESSO - DADOS BIOGRÁFICOS

Um dos mais tradicionais grupos de rock brasileiro em atividade, os Paralamas do Sucesso começaram a tocar juntos no começo dos anos 80 em Brasília. Logo o baterista Vital saiu da banda, virou tema de uma música e foi substituído por João Barone, no trio básico ao lado de Herbert Vianna (guitarra e voz) e Bi Ribeiro (baixo). Essa formação mantém-se estável há cerca de vinte anos.

Já no Rio de Janeiro, gravaram uma fita demo e mandaram para a Rádio Fluminense, que, em busca de novos grupos de rock, divulgou as músicas da fita, transformando "Vital e sua Moto" no primeiro sucesso do grupo. O primeiro disco, "Cinema Mudo", saiu pela EMI em 1983 e teve razoável êxito.

 A consagração veio com o segundo, "O Passo do Lui", de 1984, que incluía alguns dos maiores sucessos da banda: "Óculos", "Meu Erro", "Ska" e "Romance Ideal", todas de autoria de Herbert Vianna. No ano seguinte, o terceiro LP, "Selvagem?" teve mais de 700 mil cópias vendidas e emplacou duas das músicas mais tocadas no ano: "Alagados" e "Melô do Marinheiro", que começou a indicar a pioneira mescla com MPB, que se intensificaria nos discos seguintes.

A banda manteve uma produção constante de discos e sucessos, suscitando algumas polêmicas como a música "Luís Inácio (300 Picaretas)", que criticava o Congresso Nacional. Outros sucessos são "A Novidade", "Cinema Mudo", "Fui Eu", "Lourinha Bombril", "O Beco", "Vamo Batê Lata" e as baladas "Lanterna dos Afogados" e "Quase Um Segundo". Se apresentaram em festivais europeus e são uma das bandas mais populares na Argentina.

fonte: www.cliquemusic.uol.com.br

 



Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h14
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A Massa (Raimundo Sodré-Jorge Portugal), com a interpretação de Raimundo Sodré.

RAIMUNDO SODRÉ - DADOS BIOGRÁFICOS:

O  poeta  do Recôncavo nasceu em 20 de julho de 1948, na cidade de Ipirá, zona limítrofe entre o Sertão e o Recôncavo baiano. Criado entre esta cidade e Santo Amaro da Purificação (Recôncavo), o autor e compositor Raimundo Sodré desde cedo já bebia na fonte do imenso caldeirão cultural da região onde cresceu. Antes de despontar para o  Brasil com o hit A Massa, terceiro lugar no Festival MPB, seu  caminho não foi fácil. Largou a Faculdade de Medicina em 1972  e foi morar em São Paulo, vivendo de aulas de violão e shows e m barzinhos.  Pelejou como vendedor de gravador, trabalhou em financeira. A carreira só começou a engrenar quando passou a fazer algumas apresentações em casas  noturnas de São Paulo, como na extinta Partido Alto.Depois de alguns anos infrutíferos na noite paulistana, Raimundo Sodré retorna a sua cidade natal para recarregar as baterias. Em meados da década de 70, conhece o compositor Jorge Portugal, um dos seus futuros parceiros. Reestabelecido em Salvador, em meados dos anos 70, Sodré forma com Portugal o espetáculo musical "Sertafro" que tem repercussão local, principalmente, com a toada O Canto da "Vorta" Seca. Participa do Festival da Nova MPB da Rede Globo no início do ano de 80 e fica em terceiro lugar com a música A massa, composição dele e Jorge Portugal, um misto de chula e baião com solo rasgado de viola que aglutina alguns sambas já existentes. O sucesso da canção empurra as vendages do LP que ganha um Disco de Ouro pela vendagem de mais de 100 mil cópias.

fonte: http://www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/raisodre.htm



Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h33
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Comida (Marcelo Fromer-Sérgio Britto-Arnaldo Antunes), com a interpretação de Titãs.

TITÃS - DADOS BIOGRÁFICOS:

Banda de rock formada em São Paulo no início dos anos 80 com o nome Titãs do Iê-Iê-Iê, consolidou-se como uma das mais importantes e criativas do rock brasileiro. O primeiro disco saiu em 1984, e teve um grande sucesso: "Sonífera Ilha". O segundo seguiu a mesma linha pop, emplacando "Insensível".

Nos discos seguintes criaram um estilo próprio mesclando elementos de rock'n'roll, punk, hard rock, pop, jovem guarda. "Cabeça Dinossauro", de 1986, considerado um disco básico do BRock, com "AA UU", "Igreja", "Polícia", "Cabeça Dinossauro" e "Bichos Escrotos".

Em seguida, "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas" corroborou a permanência da banda no cenário roqueiro brasileiro, emplacando diversos hits: "Comida", "Diversão", "Desordem", "Lugar Nenhum". O quinto disco da banda, "Go Back", foi gravado ao vivo no festival de Montreux, na Suíça, e deu início à carreira internacional.

Em "Õ Blésq Blom", ao mesmo tempo em que se pode detectar um começo de experimentalismo, como "O Pulso" e "O Camelo e o Dromedário", há a continuação da trajetória rock, um pouco menos pesada, com "Miséria" e "Flores". "Tudo ao Mesmo Tempo Agora", de 1991, é o último disco que conta com Arnaldo Antunes, que saiu em carreira solo.

O disco seguinte, "Titanomaquia", revela uma influência grunge na banda, emplacando poucos sucessos. "Domingo" (1995) é a adesão do Titãs ao pop dos anos 90, o que só se confirma com o super sucesso de vendas que aconteceu com o CD "Acústico MTV", com versões não amplificadas dos grandes sucessos "Go Back", "Comida", "Família", "O Pulso", "Marvin" e outros. A banda fez mais de 300 shows pelo Brasil acompanhados de orquestra para divulgar o acustústico.

O sucesso foi tão grande que os Titãs decidiram repetir a dose no álbum seguinte. "Volume 2", lançado em outubro de 1998, trazia mais músicas antigas com arranjos acústicos.

Em 2001, as vésperas da gravação do álbum “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”, o Titãs perdeu o guitarrista Marcelo Fromer, atropelado por uma moto, em São Paulo. Apesar da tragédia, o grupo resolveu continuar com as gravações do disco. O trabalho, o primeiro pela nova gravadora, a Abril Music, teve boa aceitação e emplacou o sucesso “Epitáfio”.

Durante a turnê de “A melhor Banda”, em 2002, um outro desfalque. Nando Reis resolveu deixar o grupo para se dedicar exclusivamente à sua carreira solo. Em 2003, os Titãs lançam seu 14º CD, "Como estão vocês?", um retorno ao rock n’roll que contou com a produção de Liminha. No álbum, os cinco remanescentes – Paulo Miklos, Toni Belotto, Branco Mello, Sérgio Britto e Charles Gavin – resgatam a questão da crítica social, deixada de lado por uns tempos pela banda, sem esquecer da homenagem póstuma a Frommer, que encerra o disco.

O mais recente lançamento dos Titãs foi o “MTV Ao Vivo”, de 2005. Gravado em Florianópolis, na Fortaleza São José da Ponta Grossa, o disco trás versões ao vivo de antigos sucessos da banda e as inéditas “Vossa Excelência” e “O inferno são os outros”. Em março de 2006, o grupo abriu o show dos Rolling Stones no Rio de Janeiro, tocando para 1,5 milhão de pessoas na praia de Copacabana.


Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 21h14
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ANTOLOGIA DA MÚSICA BRASILEIRA VOL. 32: JOÃO BOSCO

JOÃO BOSCO: AUTO-RETRATO

Há uma suspeita de que a escassez de cabelos na cabeça influi na quantidade do sono. Enquanto isso meu nariz aponta para a linha do nada onde tudo se reparte em idéias, ilhas e continentes. Meus olhos confirmam tudo. A minha boca é toda ouvidos para o meu coração. Os meus ouvidos atentam para outras bocas.

Amamentado pelo meu violão, moro na estrada. Sem saber quem sou e nem porque vim, eu vou. Da primeira vez que nasci, lá pelo ano de 1946, trouxe comigo uma grande alegria para o meu pai que até aquele momento contabilizava o feito de cinco moças e mais os olhares interrogativos e desconfiados da colônia árabe pontenovense. Como primeiro filho homem ajudei em sua redenção.

Cresci em meio aos matagais, trilhas, mata-burro, veredas e grutas; descalço, tive os pés regulados para andar por esses caminhos ao som de pios de uma fauna alegre e ingênua; matuto, vivia contando estrelas, ouvindo carrilhões e sonhava muito.

Quando os libaneses se reuniam em nossa casa, se entendiam naquela língua de quem gosta de montar em camelo. Eu achava aquilo meio estranho. Era como clamar no deserto.

Logo depois eu aprendi a fumar, matar as aulas de um Colégio Salesiano, e fui apresentado a um anjo de grande topete negro, envergado sobre uma guitarra, cuja canção dizia para mim: Vai João, ser torto na vida.
Passei pela terra de Aleijadinho e o meu coração que até então era vadio, ficou barroco. Subi e desci ladeiras. Descobri que na vida existem mais hipóteses que teoremas. Supor é melhor que demonstrar e na dúvida mora a vontade de continuar.

Foi assim que deixei a memória, o patrimônio de séculos construídos pelas mãos do homem, o calçamento em forma de pé-de-moleque, o silêncio das almas, o barulho interno de minha alma. Calcei os sapatos, peguei o trem e vim pra cá, onde as ruas são largas, retas e simétricas; as sirenes são cortantes e os pastores das almas são barulhentos. O vizinho não mora ao lado, as árvores são introvertidas e os pios das aves são intrigantes.

Quando nasci da segunda vez, o meu coração bateu aflito. Mas logo que vi o mar, serenei pois tudo que havia existido voltou subitamente e volta sempre quando estou caminhando no calçadão que vai do Leblon ao Arpoador. Aí, o que foi e o que poderia vir a a ser andam comigo, incluindo as sementes, o pão de queijo e a goiabada cascão.

Os meus filhos Francisco e Júlia nasceram aqui mesmo cujo padroeiro (São Sebastião) é o mesmo da minha cidade natal. Ângela, minha companheira inseparável em todas essas andanças e mãe dos nossos filhos, foi criada em Ponte Nova mas também é natural da Cidade Maravilhosa. Bem que eu devia ter desconfiado que aquelas Congadas e Folias me trariam até Clementina de Jesus. O meu coração ficou ativo e cantou: “Atividade no Abano / Antes que o fogo se apague”.

Eu sou do signo de Câncer, por isso prefiro uma toca, entretanto aprendi a contrariar o meu signo várias vezes, por isso gosto tanto de viajar por esse mundo afora, só não consigo contrariar o meu signo de mineiro.

Eu sei que esse deveria ser um retrato pintado ou desenhado, falado ou escrito do autor pelo próprio autor, mas quando se trata de revelar-me, prefiro assim, meio de lado (do jeito que a gente anda no samba), no lugar de frente ou verso. O silêncio, a liberdade e a terceira margem do rio foram inventados
em Minas Gerais.

O amor é o meu dia de folga. Meu melhor trabalho é a minha família, minha alegria é Rubro-Negra. Quem sabe de mim é o meu violão. Nesse fim de semana, se eu não for pra Belô, a gente se cruza do calçadão.

fonte: www.joaobosco.com.br



Escrito por Antonio Marcelo Jackson às 16h40
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